YAMA E NIYAMAS

por Sri Rama das

Introdução


Todos estão buscando, de uma forma ou outra, ser felizes neste mundo.Algumas pessoas procuram esta felicidade em um confortável lar, com amáveis filhos ao seu redor, uma linda (o) esposa (o) que atenda as suas necessidades conjugais, mentais, intelectuais e ame-o (a) de “todo coração”. Outros buscam isto se divertindo sem reservas, levando uma vida sem nenhuma restrição, importando-se apenas com o aqui e agora Há outros, mais refinados, que buscam apenas o conhecimento, mas, no final (sem consciência de Deus), caem vítimas do orgulho, achando-se simplesmente o “MÁXIMO”.
Na verdade, todos os seres buscam aprimorar-se nas necessidades básicas da vida, a saber: comer, dormir, defender-se e acasalar-se. A única diferença entre o Ser Humano e o animal irracional é que o primeiro pode indagar acerca da verdade absoluta e da auto-realização.
A forma humana de vida é muito rara de se alcançar, e não devemos desperdiçá-la simplesmente na gratificação dos sentidos. Para aqueles que buscam a auto-realização, a expansão da consciência, os quatro yogas estão aí para ajudar e guiar o praticante rumo a uma vida feliz e saudável.
De uma forma simples e objetiva, neste trabalho, tentarei descrever os Yamas e niyamas na visão vaisnava de BHAKTI , conforme aprendi de meu querido mestre espiritual, Srila Acaryadeva, desejando que minha mente esteja sempre se expandindo para alcançar o abrigo dos pés de lótus de Krsna, no mundo espiritual, num futuro próximo.

BHAKTI YOGA

A palavra Bhakti deriva da raiz Bhaj, que significa “Devoção,Amor”, e yoga, que quer dizer “união”, ou seja, Bhakti o supremo apego ao Senhor. Esse supremo apego tem, obrigatoriamente, que se referir ao Supremo ou à Verdade Absoluta.
Primeiramente, temos que definir esta Verdade Absoluta. Segundo o Srimad-Bhagavatam (1:2:11), ela é percebida em três(3) aspectos.:
Transcendentalistas eruditos, que conhecem a Verdade Absoluta, chamam essa substância não dual de Brahman, Paramatma e Bhagavan.

Os três aspectos podem ser explicados pelo exemplo do sol que, Igualmente, possui três aspectos diferentes, a saber: o seu brilho, a sua superfície e o planeta sol:

- o brilho do sol é comparado ao Brahman
– a superfície do sol, ao Paramatma;
– e o planeta sol em si, a “Bhagavan”.

A Verdade Absoluta é tanto sujeito como objeto e não há diferença qualitativa nisso. Portanto, Brahman, Paramatma e Bhagavan são qualitativamente a mesma coisa. A mesma substância é realizada como Brahman, pelos estudantes dos upanisads, como Paramatma, pelos yoguis e como Bhagavan, pelos Bhaktas (seguidores de Bhakti).
Em síntese, Bhagavan é a última palavra em Verdade Absoluta, Paramatma é a representação parcial da Personalidade de Deus e o Brahman impessoal é a resplandecente refulgência da personalidade de Deus. Os estudantes pouco inteligentes de qualquer uma das escolas acima, às vezes, argumentam em favor de sua respectiva realização, mas aqueles que são perfeitos videntes da Verdade Absoluta sabem que os três aspectos acima mencionados não são mais que diferentes perspectivas, vistas de diferentes ângulos.
Como se explica no primeiro sloka do primeiro capítulo, o S. Bhagavatam (Bhagavata Purama), a Verdade Absoluta é auto-suficiente, plena de conhecimento e livre de ilusão e relatividade.
No mundo relativo, o conhecedor é diferente do conhecido, mas na Verdade Absoluta tanto o conhecedor quanto o conhecido são a mesma coisa.
No mundo relativo o conhecedor é o espírito vivo, ou Energia Superior, ao passo que o conhecido é a matéria inerte, ou energia inferior. Portanto, há uma dualidade de energia inferior e energia superior, ao passo que no mundo absoluto tanto o conhecedor quanto o conhecido pertencem a mesma energia superior.
A palavra Bhagavam é explicada pela grande autoridade Parasura mumi, o pai de Vyasadeva. A personalidade que possui toda riqueza, toda força, todo conhecimento, toda a beleza, toda fama e todas as renúncias chamam-se Bhagavam.
Há muitas pessoas que são muito ricas, poderosas, belas, famosas, eruditas ou muito desapegadas, mas ninguém pode alegar que possuem quaisquer das opulências na totalidade. Só Krsna pode afirmar isto, porque ele é a Suprema Personalidade de Deus. O próprio Senhor Brahma conclui, no Brahma Samhita, ( 5:1):
“Há muitas personalidades que possuem as qualidades de Bhagavan, mas Krsna é o Supremo. Ele é a pessoa Suprema, e seu corpo é Eterno, pleno de conhecimento e bem-aventurança. E é o Sr. Govinda primordial, a causa de todas as causas”.
Temos a liberdade de adorar qualquer semi-deus ou mesmo qualquer ser humano por mais comum que ele seja, mas o nosso amor será proporcional ao objeto de adoração, ou seja, como nosso amor pode ser ilimitado se nosso objeto amado é limitado? Entretanto, se cultivarmos um relacionamento amoroso com a Verdade Absoluta que é ilimitada, nosso amor se expandirá mais e mais até chegarmos ao abrigo dos pés de lótus de Deus. E assim , não mais retornaremos a este mundo cheio de dualidades e obteremos um corpo adequado para vivermos na companhia do Ser Supremo, um corpo Sa Cit Ananda, eterno, pleno de conhecimento e bem-aventurança.

AHIMSA – A não violência

O objetivo principal de se observar Ahimsa é compreender e realizar que todos os seres são partes integrantes do Senhor Supremo.
Na verdade, tal pessoa torna-se bem-querente de todas as entidades vivas, pois ela não somente vê o Senhor em todo lugar como também sente que todo universo está agindo sob a Sua vontade. Na BG( 5:18) diz:
“Os sábios humildes, em virtude do conhecimento verdadeiro, vêem com a mesma visão um Brahmana erudito e cortês, uma vaca, um elefante, um cachorro e um comedor de cachorro.”
Ora, se ele vê e sente que todo o universo está se movendo sob a vontade do Senhor Supremo, como pode ser violento?
2.2.SATYA – A verdade
Para ser veraz, tem-se que, primeiro, conhecer a verdade. Ser veraz não é simplesmente uma questão de não contar mentiras.
Na BG (4:34) diz:
“Tenta aprender a ‘VERDADE’ aproximando-te de um mestre espiritual. Faze-lhe perguntas com submissão e presta-lhe serviço. As almas auto-realizadas te podem transmitir conhecimento porque viram a verdade.”

A verdade mais elevada é a realidade que se distingue da ilusão, para o bem-estar de todos. Tal verdade desarraiga as três espécies de misérias tão logo alguém a ouça atenta e submissamente. Mediante tal cultivo de conhecimento o Senhor Supremo se estabelece dentro de seu coração.
Dos quatro princípios da religião – austeridade, limpeza, misericórdia e verdade – só a veracidade permanece em Kali-yuga. Isto quer dizer que apesar de as pessoas estarem vivendo vidas hedonistas e pecaminosas, ainda sim, um desejo de se ouvir sobre a Verdade Absoluta (Deus) permanece. Portanto, aqueles que buscam esta verdade, a auto-realização, devem ser verazes e verdadeiros, isto é, não devem enganar em seu comportamento.

ASTEYA – O “não roubar”

“Cada um pode reivindicar a posse tanta de riqueza quanto lhe for necessário para manter-se vivo, mas quem deseja exceder-se a isto deve ser considerado um ladrão e merece ser punido pelas leis da natureza”.
(S.B., canto 7, cap 14, verso 8)
Viver socialmente exige muita parafernália, e temos que estar atentos para não nos emaranharmos na rede da ilusão, não nos identificarmos com os bens materiais.
Na verdade, não é a quantidade de bens que define o apego de alguém. O mesmo apego que alguém pode ter pelo seu “Mercedes zerinho”, outra pessoa pode ter pelo seu “Uninho”, talvez até ser mais apegado, tudo é muito relativo.
Todo este universo pertence a Deus e nele há todas as coisas necessárias para vivermos felizes e confortavelmente.
Ao entrarmos em um supermercado, escolhemos o que desejamos e pagamos ao sair. Da mesma forma, as coisas de Deus estão aí: água, terra, fogo, ar, éter (tudo é resultado de combinações destes cinco elementos), e existe um preço que as leis da natureza (Deus) cobram para usá-las. Claro que o pagamento não é feito com dinheiro, pois, neste caso, só o “Amor” pode pagar. Se entregarmos o “coração” a Deus, viveremos felizes e sem dívida com Ele.

BRAHMACARYA – A não perversão do sexo

Na verdade, quando falamos de celibato, a primeira coisa que vem à mente, é “restrição”.
Quanto mais a nossa consciência espiritual avança, mais o sexo é deixado de lado. Não como algo que ‘não pode’, ‘ruim’, mas simplesmente a mente do praticante fixa-se em algo mais prazeroso: o Senhor Supremo.
Como podemos achar que o sexo pode nos dar mais prazer do que a auto-realização? Claro que a vida sexual não é proibida, mas aconselhada a ser regulada . Na BG (7:11), Krsna diz:

“Eu sou a força dos fortes, desprovida de paixão e desejo. Eu sou a VIDA SEXUAL que não é contrária aos princípios religiosos, ó Senhor dos Bharatas (Arjuna)”.
A relação sexual que não está de acordo com as escrituras. É simplesmente luxúria, e a luxúria nada mais é do que a forma pervertida do amor de Deus.
Se a meta da vida é ter o Senhor Supremo sempre em nossa mente, a vida sexual tem que ser algo mais a ser utilizado em seu serviço, ou seja, gerar bons filhos conscientes de Deus. Isto também é celibato.

APARIGRAHA –A não possessividade, renúncia

Enquanto estivermos neste mundo, teremos de agir, não podemos parar de agir mesmo que seja por um instante apenas.
Se executarmos ações para a nossa própria elevação espiritual e de outros seres vivos, estamos, dessa forma, agradando ao Senhor Supremo e praticando a verdadeira renúncia (Yukta-Vairagya). Na BG( 9:27), krsna diz:

“Tudo o que fizeres, tudo o que comeres, tudo o que ofereceres ou deres e quaisquer austeridade que executares – faze isto, ò filho de Kunti (Arjuna), como uma oferenda a mim”.
Mais adiante, no 9:28:

“Desse modo, ficarás livre do cativeiro do trabalho e de seus resultados auspiciosos e inauspiciosos, com a mente fixa em mim. Neste princípio de “Renúncia”, libertar-te-ás e virás a mim”.

PUREZA – sauca

Refere-se tanto à pureza externa (do corpo) como a interna (mente, coração e intelecto). Todo o processo de auto-realização está ligado à pureza interna.
Como pode o Senhor Supremo sentar-se em um coração cheio de qualidades inauspiciosas, sendo Ele o mais puro?
Para convidá-lo a sentar-se em nosso coração, primeiramente, temos que limpá-lo. A limpeza do corpo se obtém através de banhar-se regularmente, da alimentação vegetariana, da Hatha Yoga, de técnicas de Kriyas,etc.. Para limpar o coração, a mente e o intelecto, o remédio é a glorificação a Deus, ou seja, cantar mantras. No mantra 1, das orações Siksastaka, Caitanya Mahaprabhu,no CC Antya-Lila (20:12 ) diz:

“Que haja toda a vitória ao cantar o santo nome do Sr. Krsna que pode deixar ‘limpo o espelho do coração’ e acabar com as misérias do fogo ardente da existência material. Este cantar é a lua crescente que espalha para todas as entidades vivas o lótus branco da boa fortuna. Ele é a vida e alma de toda educação. O cantar do Santo Nome de Krsna expande o oceano bem-aventurado da vida transcendental. Ele produz um efeito refrescante em todo mundo e ajuda-nos a saborear o pleno néctar a cada passo”.
2.7.SANTOSHA – O contentamento
Enquanto estivermos buscando a satisfação de nossos desejos, não conseguiremos alcançar um estado mental de contentamento.
A mente está sempre desejando algo, por mais insignificante que seja, e quando obtemos isto, logo vem outra “idéia” que, ao ser alcançada, pensamos: “Ah! Agora sim, vou ser feliz”. E assim a vida passa.
Krsna diz na B.G. ( 2:70 )

“Só quem não se perturba com o incessante fluxo de desejos – que são como rios que entram no oceano, que está sempre sendo cheio, mas nunca se agita, pode alcançar a paz e não o homem que luta para satisfazer esses desejos.”
Quando não dependermos de situações favoráveis para nos sentirmos bem, satisfeitos, alcançaremos a “paz” que todo mundo está procurando.
No BG( 2:66) está escrito:
“Quem não está vinculado ao Senhor Supremo (em consciência de Krsna, Deus) não pode ter a inteligência transcendental nem ‘mente estável’, sem as quais não há possibilidade de paz. E como pode haver alguma felicidade sem paz?”
No SB ( 7:15:17 ) está escrito:
“Para alguém que usa sapatos adequados em seus pés, não há perigo mesmo que ele caminhe sobre seixos e espinhos. Para ele tudo é auspicioso. Igualmente para alguém que é auto-satisfeito não há infelicidade; de fato, ele se sente feliz em toda parte”
2.8. TAPAS – O Auto-esforço e a Austeridade
BG descreve claramente as austeridades do corpo, da fala e da mente:

“A austeridade do corpo consiste em adorar o Senhor Supremo, os Brahmanas, o mestre espiritual e os superiores, tais como pai e mãe, e em limpeza, simplicidade, celibato e não violência.”( BG, 17:14 )

“A austeridade da fala consiste em proferir palavras verazes, agradáveis, benéficas e que não perturbem os outros e, também, em recitar regularmente as escrituras védicas.”( BG,17:15)
“E satisfação, simplicidade, gravidade, autocontrole e purificação da existência são as austeridades da mente.”( BG,17:16)

Aos versos dezoito (18) e dezenove (19), descreve-se a penitência no modo da paixão e ignorância:
“Afirma-se que a penitência executada por orgulho e com o intuito de ganhar respeito, honra e adoração está no modo da paixão. Não é estável, nem permanente.”( BG, 17:18)

Prabupada perguntou a ele:

-O que é isto? Apontando para o dedo dele.
Sem entender muito, ele respondeu: -“meu dedo”.
-O que é isto? Apontando para o braço.
Ele respondeu:- “meu braço”.
-O que é isto? (Mostrando a cabeça).
-Minha cabeça, respondeu.
-Então, quem é você?
Ele não soube responder.
-Somos almas espirituais, disse Prabhupada.
Temos que descobrir agora, qual é a natureza desta alma, qual a ocupação última, seu Sanatana DHARMA. Sanatana refere-se à atividade que não pode mudar, por exemplo: a água é sempre líquida, o fogo sempre transmite calor, etc.
Quando falamos de Sanatana Dharma estamos nos referindo a algo que não tem começo, nem fim. Aquilo que não tem começo nem fim, na certa, não é sectário.
Devemos descobrir a parte essencial do ser vivo, a parte que sempre o acompanha. Isto constitui sua qualidade eterna, e esta qualidade eterna é sua “religião eterna”, seu Sanatana Dharma.
Podemos ver facilmente que todo ser vivo está constantemente ocupado em prestar serviço a outro ser vivo. Um ser vivo serve a outro em várias intensidades. “A” serve ao amo “B”, “B” serve ao “C”, “C” serve ao amo “D” e assim por diante. Nestas circunstâncias, podemos ver que um amigo serve a outro amigo, a mãe serve ao filho, a esposa serve ao marido, o marido à esposa e assim sucessivamente. Se continuarmos pesquisando nesse sentido, veremos que, na sociedade dos seres vivos, não há exceção à atividade que consiste em servir. Logo, prestar serviço é o “Sanatana Dharma” de todo ser vivo.

Srimad-Bhagavatam (canto 1, cap 2, verso 6) 

“A suprema ocupação (dharma) para toda humanidade é aquela pela qual os homens possam atingir o serviço devocional amoroso ao Senhor Transcendental. Esse serviço devocional tem que ser desinteressado e ininterrupto para satisfazer o eu completamente.”
Portanto, só existem duas opções: ou servimos o nosso próprio ego, ou renunciamos ao ego falso e aceitamos o serviço a Deus, ou seja, ajudar a todas as pessoas a alcançar a auto-realização, ação esta que inclui a nossa própria satisfação automaticamente.

ISVARA PRANIDHANA – Entrega ao Absoluto

No processo de entregarmo-nos à vontade de Senhor, há primeiramente a necessidade de seguirmos regras e regulações para purificar o coração.
Os Yamas e Niyamas são fundamentais para alcançar ou começar a resgatar nossa relação com o Senhor Supremo. Quanto mais nossa relação se aprofunda, mais a presença do amor a Deus se faz presente. O primeiro sinal é que aceitamos tudo como sendo vontade Dele.
Este mundo não é um lugar muito agradável, pois constantemente somos afligidos pelas três espécies de misérias (Klesas):
ADHYATMIKA KLESA – causada pelo corpo e pela mente;
ADHIBHAUTIKA KLESA – causada por outras entidades vivas;
ADHIDAIVIKA KLESA – causada pelos semi-deuses (natureza).
Ao sermos molestados pelas misérias (Klesas), imediatamente constatamos que o controlador Supremo quer nos mostrar algo. Não ficamos indignados, “de mal com a vida”, pelo contrário, aceitamos tudo como misericórdia de Deus.
Mais adiante, em um estado mais maduro, a relação com o Divino se acentua, chegando ao ponto de não somente aceitarmos tudo como misericórdia de Deus e sim fazermos tudo o que Ele quer que façamos.

No C.C. Antyalila (20:32), Caitanya Mahaprabhu, em seu Siksastaka, diz:

ayi nanda-tanuja kankaram
patitam mam visame bhavambudhau
krpaya tava pada-pankaja
sthita-dhuli-sadrsam vicintaya

“Oh filho de Maharaj Nanda Krsna, sou teu servo eterno, porém, devido aos meus próprios atos fruitivos, caí neste horrível oceano de ignorância (nascimento e morte). Agora, por favor, mostra-me tua misericórdia imotivada. Considera-me como sendo uma partícula de poeira a seus pés de Lótus”.
Devemos entender que esta relação com o Senhor quando revivida, não há diferença entre o Senhor e o praticante, pois os dois tornam-se uma coisa só. Assim, como dois amantes que quando se encontram, as diferenças entre eles desaparecem devido ao intenso amor existente; claro que o amor motivado materialmente ocorre por tempo limitado, enquanto o amor ao Senhor Supremo é ilimitado e eterno.
Para termos consciência e alentarmo-nos do perigo de não cairmos vítimas no orgulho ,no mesmo C.C.( 20:28) diz:

premera svabhava-yahan premera sambandha
sei mane-krsna mora nahi prema- gandha

“Onde quer que haja uma relação de amor a Deus, é sintoma natural o praticante não se considerar como tal. Ao invés disso, ele sempre pensa que não tem sequer uma gota de amor por Deus.”

SUADHYAYA – O Auto-Estudo


A própria palavra já contém o seu significado: “estudo do EU” Primeiramente tenho que saber quem sou.